7 Itens que não podem ser esquecidos na compra de empilhadores

O objetivo desta análise é ajustar a máquina às necessidades das instalações, operações e pessoal. Mesmo que o objetivo seja expandir a frota de empilhadores e não seja a primeira vez, é necessário repensar várias questões antes de realizar a compra.

Durante a decisão de iniciar um investimento para melhorar o fluxo interno de mercadorias do armazém através da compra de um empilhador, o habitual é fazer um pequeno pré-estudo.

Para ajudar a tomar a melhor decisão, abordamos 7 elementos adicionais a ter em conta que terão um impacto na rentabilidade e produtividade da logística. Obviamente, o tipo de operação ou empilhador de que necessitará é crucial, mas há outras questões mais particulares que terão que ser avaliadas a fim de se ajustar ao máximo tanto no orçamento como nas necessidades.

1. Rodas

Antes de começar a avaliar quais são as melhores rodas para o empilhador, não se pode perder de vista o facto de que este elemento é indispensável, contudo, não uma roda qualquer.

Uma roda de qualidade dá ao empilhador a capacidade de movimentar 14% mais paletes num único turno, afetando não só a segurança do operador e das mercadorias, mas também a produtividade.

Entre as diferentes opções e tamanhos, é importante escolher a que melhor se adapta às suas necessidades, dependendo do terreno, se vai trabalhar dentro ou fora de casa ou do tipo de carga e das suas dimensões.

2. Adaptações específicas

É necessário ter em consideração que pode haver extras que deve e não deve dispensar. Por outras palavras, é importante ter em conta as possibilidades de personalização do empilhador que vai ser comprado.

Dependendo da sua operação e do tipo de mercadorias, necessitará de garfos mais longos ou mais curtos, grampos, extensores, acessórios adicionais ou mesmo ar condicionado na cabine do condutor.

Recomenda-se que seja prestada atenção à possibilidade de personalizar o empilhador, porque a adição ou remoção de certos aspetos tornará possível ter o empilhador de que necessita. Nem mais, nem menos.

3. Sistema de propulsão e transmissão

O tipo de transmissão determinará a suavidade de arranque do empilhador ou a precisão com que o operador o conduzirá.

Portanto, mesmo que seja apenas uma questão de segurança, deve ser também considerado como um aspeto crucial.

Relacionados com isto estão os sistemas de propulsão e de combustível. Há um número infinito de possibilidades: empilhadores a gás, diesel e elétricos, etc.

Por sua vez, isto dependerá do tipo de operação e do espaço em que a vai realizar. Por exemplo, se o trabalho de movimentação de mercadorias for realizado numa instalação ao ar livre, é recomendado um empilhador com motor de combustão.

Por outro lado, se todas as tarefas tiverem de ser realizadas dentro de instalações fechadas, os empilhadores elétricos estão muito bem classificados. Isto não será um problema em relação ao modelo, porque a maioria das empresas oferece a mesma gama com vários sistemas de acionamento. Também terão de ser avaliados outros aspetos na escolha de um ou outro sistema de propulsão, tais como o cuidado com o ambiente e a pegada ecológica de cada um deles.

4. Elementos ergonómicos

Quando se está à procura do empilhador perfeito, é preciso pensar na ergonomia e no conforto do operador, não se pense que tudo se resume a um bom assento.

O assento sem dúvida é a chave, pois é onde o operador coloca todo o seu peso e é onde vai passar o seu dia de trabalho. Portanto, tem que se ter isto em mente, porque determinará o seu nível de produtividade e terá uma grande responsabilidade pela saúde do operador.

Os apoios de braço também são importantes, uma vez que fornecem apoio ao operador. É importante olhar bem para eles e certificar-se de que são confortáveis e garantem um funcionamento fácil das funções básicas. Além disso, existem outros elementos ergonómicos a ter em conta:

• Os controlos: Idealmente, devem ser multifuncionais e programáveis para que o condutor possa reduzir a velocidade ou efetuar outras manobras facilmente.

• Compartimentos de armazenamento, USB ou sistemas mãos-livres.

• O eixo direcional e o mastro: idealmente são desacoplados do chassis para evitar vibrações.

5. Sistemas de segurança

Não há dúvida de que a segurança é da maior importância, é pertinente insistir em certas questões particulares que darão valor acrescentado em termos de segurança. Gostaríamos de insistir em 3 soluções ou aspetos:

• Frente rebaixada: ajuda a melhorar a visibilidade do condutor do seu ambiente.

• Telhado de vidro blindado: melhora a visibilidade vertical do condutor sem comprometer a segurança.

• Soluções com laser: centradas no tráfego interno e na redução de acidentes no mesmo.

• Câmaras: ajudarão não só à produtividade e facilidade de utilização, mas também a obter uma visão periférica e panorâmica do espaço.

6. Gestor de Frotas

Este ponto e o seguinte estão estreitamente relacionados com a capacidade do empilhador para ser ligado a outros dispositivos e ao WMS e ERP do armazém. A análise da informação oferecida por estas aplicações de software e a recolha de informação em termos de desempenho também permite integrá-la com o sistema de gestão da frota.

Se houver um gestor de frota, será capaz de avaliar o desempenho da frota, bem como o dos operadores, o que facilitará o ajuste de cada um dos aspetos importantes para garantir um trabalho produtivo e um operador sem fadiga. Além disso, será capaz de analisar se os turnos estão bem organizados e se está a tirar o máximo partido deles.

Outra questão em que um gestor de frota é o melhor aliado, está na eficiência: controlo da manutenção e das cargas.

Importa não esquecer que um bom gestor de frota ajuda a minimizar o impacto e o mau uso dos empilhadores e assegura que nenhum operador não autorizado os utilize.

7. Ecrã

Escusado será dizer que os dados são a unidade monetária do futuro. Isso não é novidade. Mas é por isso que não se deve descuidar do tema.

O controlo e recolha de dados e a intervenção de algoritmos que facilitem a tomada de decisões sobre o desempenho do armazém, é importante.

A utilização de ecrãs fornece ao condutor dados em tempo real e mesmo alertas sobre incidentes que podem ser mais facilmente resolvidos com tal transparência.

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