Scania lança edição limitada para celebrar o 50.º aniversário do V8

Este pacote especial, às riscas, tem o logotipo clássico V8 de 1969 que é mostrado na pala do sol e na lateral da cabina. Outros pormenores subtis incluem os paralamas e tampões das rodas, para que os eixos motores tenham o mesmo logotipo clássico do V8. O pacote inclui também uma luz de boas-vindas especial, que projeta o logotipo da Scania na rua quando o condutor abre a porta da cabina.

"Quando compra um V8, quer mostrá-lo; era essa a sensação que queríamos transmitir com o nosso pacote decorativo de edição limitada", diz Enrico Gualersi, designer de interiores e exteriores da Scania.

"Os nossos clientes podem escolher a 'afirmação' mais óbvia do grande logotipo do V8 na parte lateral da cabina até aos detalhes como os guarda-lamas, que são realmente espetaculares, vistos no camião. O denominador comum para todos estes detalhes opcionais é o facto de serem extras exclusivos", acrescenta Gualersi.

Além disso, a Sscania criou uma gama de produtos especiais para exibir o logótipo V8 com orgulho: três relógios diferentes desenvolvidos pelos designers de R & D da Scania, bonés, t-shirts ou corpo de bebé.

Um pouco de história

No final dos anos 1960, os engenheiros da Scania surpreenderam o mundo com um camião V8 de 14 litros, a diesel, tão potente que muitos autoproclamados peritos o achavam inimaginável. Scania estava definitivamente no caminho certo e o V8 era a resposta óbvia a melhores estradas e a crescente necessidade de uma maior eficiência do sector dos transportes. Atualmente, a Scania dispõe de motores V8 Euro 6, de 520 a 730 cv – e são mais populares do que nunca.

Continua a ser o mesmo

Os clientes de todo o mundo experimentaram a robustez, a eficiência de combustível e a potência absoluta dos Scania V8, geração após geração e ano após ano. Cinquenta anos é praticamente uma eternidade no desenvolvimento dos motores e não surpreende que os Scania V8 atuais partilhem apenas o design básico e o princípio modular da primeira geração.

O núcleo, o próprio bloco do motor, é um bom exemplo: a primeira versão, de 1,2 litros, do ano de 1969, pesava 334 kg. Graças a uma melhoria dos materiais e da tecnologia, a versão de 16,4 litros de hoje tem o mesmo peso, apesar de ser maior, quase duas vezes mais potente e equipada com muitos sistemas auxiliares mais avançados e exigentes.

Apesar de as características do motor base e do típico som se manterem intactas, não só a potência de saída como também muitos aspetos associados à distribuição da potência, têm vindo a melhorar ao longo dos anos. O primeiro V8 precisava de 1500 rpm para debitar 1245 Nm, enquanto o campeão atual, o 730 cv, debita 3500 Nm, logo a partir das 1000 rpm – uma melhoria incrível. Este facto também ilustra a diferença mais marcante entre as diferentes gerações – os consumos de combustível.

Só em 1990 é que a norma Euro 1 viu a luz do dia e só em 1993 é que passou a ser obrigatória. Agora, em 2019, a atual norma das emissões de escape é a Euro 6d (a partir de setembro), devendo um regulamento Euro 7 chegar num futuro não muito distante. Quando a Euro 1 foi introduzida, eram permitidos níveis de NOx de 8,0. Atualmente, o nível permitido é de 0,46 e, na prática, os motores Scania superam os requisitos legais.

Qual é a vantagem?

É óbvio que o V8 tem oito cilindros, mas qual é a vantagem de os colocar em duas filas de quatro cilindros cada, com um ângulo de 90 graus entre si e de ligar todos os veios à mesma cambota? Porque não utilizar 8 cilindros em linha, ou 6 cilindros em linha com o equivalente deslocamento do cilindro? Uma das razões é o facto de um motor V8 ser, em geral, mais pequeno, e muitas vezes também mais baixo, e, por conseguinte, mais fácil de montar sob a cabina do que um motor em linha com a mesma capacidade. Além disso, a cambota mais curta é mais robusta do que a cambota mais comprida necessária para um motor de 6 cilindros em linha.

Os motores multicilindros conseguem, em princípio, debitar mais potência do que os motores com menos cilindros; não é coincidência o facto de muitos carros mais potentes e de luxo serem V8 desportivos. No tipo de motores V8 de quatro tempos, produzidos pela Scania, um cilindro dispara a cada 90° de rotação do eixo da cambota. Dois cilindros irão, portanto, disparar por cada rotação completa da cambota, o que faz com que a potência seja debitada de forma suave e estável.

O modo como estes motores multicilindros funcionam explica também o seu lendário som. Na sua mais recente versão, os engenheiros da Scania asseguraram (através de modificações no distribuidor) que o típico "ruído" do V8 está de novo ligeiramente mais acentuado.

Sucesso comercial

Os motores Scania V8 têm sido sempre mais caros do que os motores "normais", sobretudo porque proporcionam mais produtividade e tempo de atividade. Ao longo dos anos, o negócio do V8 significou muito para a Scania, mesmo do ponto de vista comercial. "Eles estiveram sempre no topo da proposta de valor, mas os clientes da Scania estão dispostos a pagar pela robustez e a potência pura e simples", diz Vlaskamp. "De uma perspetiva de simples Economia Operacional Total, ao somar produtividade e maiores ganhos ao cálculo para o transportador, o Scania V8 prova sempre o seu valor. Os nossos clientes V8 continuam a voltar e os seus veículos continuam a ser interessantes para o mercado de usados, tanto para os proprietários em segunda como em terceira mão."

V de vitória

A mais recente edição do V8 foi lançada em 2017, tendo sido imediatamente reconhecida pelo seu incrível desempenho no que se refere ao consumo de combustível. A nova gama, disponível com 520, 580 e 650 cv, proporciona poupanças de combustível de 7 a 10% para os clientes que têm veículos com pesos elevados, combinados de camiões e reboques, e/ou que necessitam de velocidades médias mais elevadas. É justo dizer que a nova geração V8 foi a resposta da Scania às exigências, do ponto de vista da sustentabilidade, e à tendência para camiões mais pesados e mais compridos, que aumentam substancialmente o desempenho de CO2 por tonelada quilómetro.

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