Aprovação da redução de portagens na Alemanha para camiões a GNL

A utilização de gás renovável como combustível já é uma realidade na Europa. De acordo com os dados da NGVA Europe, de 4.120 estações de serviço GNC e GNL atualmente em funcionamento na Europa, mais de 25% fornecem biometano aos consumidores. Isto equivale a uma média de 17% de todo o gás utilizado como combustível nos transportes (2,4 bcm / 23,4 TWh).

O efeito que isso tem na redução das emissões de CO2 é extremamente positivo: a redução das emissões de CO2 proporcionada por 17% do gás renovável misturado com gás natural convencional e utilizado como combustível nos veículos é entre 30% e 38% mais baixo do que numa utilização de gasolina ou gasóleo.

As atuais infraestruturas e veículos de GNL e GNL são totalmente compatíveis com o gás renovável. Ou seja, o gás natural fornecido nos sistemas e utilizados nos veículos atuais pode ser completamente substituído por gás renovável sem qualquer modificação ou investimento adicional.

No sector dos transportes pesados, o GNL está a registar um rápido crescimento, e hoje representa uma verdadeira alternativa ao gasóleo. Em 2019, a matriculação de veículos novos a GNL duplicaram face a 2018, e hoje são mais de 10.000 os camiões a GNL nas estradas europeias.

Embora a produção de GNL biológico esteja numa fase inicial, é já uma realidade cada vez mais presente e em que os países do Norte da Europa estão na vanguarda. Por exemplo, hoje em Skogn, na Noruega, o bioGNL é produzido a partir de uma fábrica que trata 100 toneladas, diariamente, de resíduos das indústrias de pesca e tem a capacidade de abastecer uma frota local de 300 camiões a GNL.

Em Itália, existem mais de 20 projetos para novas centrais de GNL biológico que poderão apoiar localmente a procura local de GNL como combustível também nas ilhas. Noutros países, como a França, a Espanha e a Alemanha, o BIOLNG para os transportes está a ganhar força.

O biometano já tem a tecnologia disponível e um sector pronto a utilizá-lo extensivamente, de forma a aumentar a sua penetração no mercado e contribuir de forma decisiva para o processo de descarbonização dos transportes.

Como sociedade, temos de agir para encontrar uma forma de integrar, de forma harmoniosa e eficiente, todas as opções disponíveis num que não só deva visar alcançar apenas objetivos em 2050, mas sim começar já hoje.

Em primeiro lugar, temos de criar o quadro legislativo adequado para que o biometano nos transportes possa desempenhar o seu papel. Por conseguinte, a futura revisão do Regulamento sobre as Emissões de CO2 terá de identificar o instrumento adequado, capaz de ter em conta as emissões de todo o ciclo de vida dos combustíveis e não apenas as do tubo de escape.

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