Procura por veículos eletrificados aumenta

O parque automóvel das empresas nacionais é significativamente inferior à dimensão da frota da média das empresas nos restantes países da Europa, verificando-se também um atraso na renovação das frotas em Portugal, em relação à média europeia. A procura por viaturas com tecnologia elétrica é cada vez mais uma tendência que se verifica, a par da escolha e integração de soluções alternativas de mobilidade em contexto profissional são realidades presentes no contexto empresarial nacional.

Estas são algumas das conclusões do Barómetro Automóvel 2020 do Arval Mobility Observatory, realizado a mais de 5000 empresas de 20 países, das quais 300 em Portugal, que visa fornecer informações independentes e precisas sobre as práticas e tendências na mobilidade e gestão de frotas nas empresas e na ótica dos seus gestores.

Dimensão e atualização do parque automóvel empresarial

No que diz respeito à dimensão, as frotas automóveis das empresas em Portugal são significativamente inferiores à média das frotas nos restantes países da Europa. Em Portugal, a média é de 90 viaturas por empresa, contra uma média de 107 viaturas no espaço europeu. Esta divergência é mais acentuada entre as empresas com 11 a 99 colaboradores, em que a média portuguesa se situa nas 8 viaturas, em oposição à média europeia de 40 viaturas.

Para além disso, nas empresas portuguesas, a renovação das frotas empresariais acontece em média após 7.3 anos, enquanto a média europeia é de apenas 5.4 anos. Esta diferença de cerca de dois anos, revela uma maior rotatividade no parque automóvel das empresas no resto da Europa e é particularmente sentida nas empresas com menos de 10 colaboradores, em que a substituição acontece em média a cada 8.4 anos. Nas empresas de maior dimensão, por outro lado, verifica-se uma rotatividade de viaturas (após cerca de 6 anos) que se aproxima da média europeia (5.4 anos), prevendo-se que a tendência de antecipação de decisão de troca venha a ser também mais comum no segmento das PME.

Regulamentos internos sobre a utilização de viaturas

Mais de metade das empresas portuguesas (57%) revelam utilizar políticas ou regulamentos internos no que diz respeito à utilização dos automóveis, percentagem que apresenta um crescimento de 46% face ao ano de 2019.

Destas empresas, 83% definem regras claras sobre condução segura e 33% impõem limites para as emissões de CO2, indicador que registou um aumento esmagador de 135% em relação a 2019 e que confirma a tendência de uma procura crescente de viaturas mais ecológicas.

Soluções de mobilidade alternativas

Em Portugal, são já 60% as empresas que recorrem a pelo menos uma solução de mobilidade alternativa à aquisição ou uso de viatura da empresa, em contexto profissional. O uso de transportes públicos (25%) e a partilha de viatura para transporte de diversos colaboradores ou o ride-sharing (31%) são as alternativas mais utilizadas pelas empresas portuguesas para além da aquisição de viatura. Destaca-se ainda o renting de média duração, uma opção utilizada por 14% das empresas portuguesas.

Em comparação com o resto da Europa, Portugal é dos países que menos utiliza os transportes públicos para deslocações profissionais, mas acompanha a tendência europeia no que toca à partilha de viatura. No que diz respeito a novas formas de mobilidade, vemos emergir também em Portugal a utilização de empresas (11%) que determinam plafonds para mobilidade e, 14% de empresas que já utilizam a modalidade de aluguer ou renting de média duração, uma alternativa aproveitada em 17% da média de empresas na Europa.

Quadro fiscal nacional sobre os automóveis nas empresas é hoje mais complexo

A maioria dos gestores de frotas não faz uma análise sobre o efeito económico do montante de impostos que a empresa irá suportar antes de tomar uma decisão de aquisição, optando por critérios como o valor total dos alugueres ou o valor de aquisição das viaturas. O recurso a informação interna ou por especialistas externos sobre o montante de impostos antes da tomada de decisão é usado, respetivamente, apenas em 42% e 26% de empresas que dizem não ter visibilidade clara sobre o montante de impostos e 7% respondeu que não sabe como são avaliados os impostos que vão pagar.

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