Luís Simões acelera a sua Transformação Digital

Os processos realizados em papel, as chamadas telefónicas e outros métodos analógicos são coisa do passado para a Luís Simões, operador logístico de referência na Península Ibérica. Após uma forte aposta na automatização dos seus centros logísticos, a empresa está a acelerar a transformação digital das suas operações de negócio e suporte.

“Os anos 2020 e 2021, marcados pela pandemia e pela adoção massiva e continuada do teletrabalho, criaram o cenário ideal para reforçarmos a nossa digitalização,” destaca Pedro Ventura, Diretor de Processos e Compliance da Luís Simões. “Integrámos novas capacidades digitais nas nossas operações, no serviço ao cliente e também nos processos internos.”

Os operadores logísticos tradicionais enfrentam desafios como a subutilização de ativos, processos manuais ineficientes e interfaces de clientes antiquadas, que fazem aumentar os tempos de resposta. Em sentido contrário, a logística digital garante a otimização, a visibilidade e a colaboração entre todos os elos da cadeia de abastecimento.

Metodologia, tecnologias e recursos

Para alcançar estes objetivos, a empresa elegeu um conjunto de processos com potencial e uma equipa de gestores que tem liderado diversos projetos, tanto em entidades externas (fornecedores e clientes) como em departamentos internos. Entre eles, destacam-se:

• Caixas de correio centralizadas para gerir pedidos externos. De forma a otimizar o fluxo de comunicação com clientes e fornecedores, a ferramenta Softexpert reencaminha os e-mails a um primeiro grupo de front office, que pode resolver o assunto ou reenvia-o para diferentes áreas de back office, mantendo sempre o controlo sobre a resposta. Os processos permitem, por exemplo, verificar em tempo real todo o histórico de um pedido e as respostas enviadas. A avaliação de clientes e fornecedores feita diariamente determinou uma classificação da qualidade de resposta superior a 4, numa escala até 5, e num ano foi possível responder a uma média de 400 solicitações diárias (e-mails, chamadas e outros processos analógicos) através de processos automatizados que, em breve, permitirão aumentar para as 2.000 solicitações diárias.

• Guias de remessa digitais. O processo sistematiza em formato digital todas as guias de remessa emitidas pelos clientes da LS em diversos formatos, possibilitando o seguimento da mercadoria a partir do momento em que é carregada num veículo, em qualquer dos centros de operações da Luís Simões. Armazenada num repositório digital na rede da empresa, a guia de remessa pode ser impressa e agrafada automaticamente em qualquer sítio da rede de distribuição ibérica da LS para acompanhar a entrega. O processo elimina a utilização desnecessária de papel, evita a perda de documentos, reduz custos e maximiza a produtividade e o controlo. Com este sistema foi possível poupar mais de 80 horas de trabalho diárias.

• e-CMR. Ainda em fase de implementação, o processo permite a emissão do CMR em formato digital, o que pode ser feito pelo operador logístico, pela transportadora, pelo cliente e pelo condutor. A ferramenta digital – que será obrigatória na UE nos próximos anos – elimina o papel e permite dispor de toda a informação relativa a uma mercadoria em apenas um clique, incluindo documentos, fotografías, incidentes e a rastreabilidade de todas as operações de carga, com data/hora e localização.

A transformação digital do setor logístico permite otimizar os processos, aumentar a produtividade e reduzir o risco, com o objetivo final de entregar o produto aos clientes com a qualidade e o custo adequados. “Na Luís Simões acreditamos que a digitalização deve acontecer a partir de dentro e de forma continuada, concebendo e adotando internamente uma cultura digital capaz de transformar a empresa, para que esta consiga alcançar resultados globais e fazer evoluir os objetivos estabelecidos pela estratégia definida,” conclui Pedro Ventura.

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