As quatro causas mais comuns para as fugas de óleo

Uma mancha debaixo do carro pode parecer um detalhe sem importância. Mas pode ser sinal de uma fuga de óleo, uma avaria potencialmente grave que, se não for detetada a tempo, pode provocar a avaria do motor. A Euromaster alerta que circular com uma fuga de óleo pode ter consequências muito dispendiosas, com reparações que podem ultrapassar os 6.000 euros.

A rede de oficinas especializada em manutenção integral de veículos identifica quatro causas comuns que explicam a perda de óleo num veículo:

1. Tampão de drenagem do cárter mal apertado: é uma das causas mais comum e menos grave. Pode resultar de um aperto incorreto ou excessivo durante a última troca de óleo. Nestes casos, basta que um profissional qualificado o ajuste ou substitua, se necessário. Além disso, o técnico pode verificar se a junta de estanqueidade da tampa está deteriorada, uma tarefa fundamental que deve ser realizada em cada mudança de óleo. Caso a junta esteja danificada, é necessário substituí-la.

2. Folga nas juntas: a dilatação dos materiais devido ao uso ou ao envelhecimento das juntas pode causar pequenas fugas na tampa das válvulas ou no próprio filtro de óleo. Neste caso, a oficina deverá verificar a origem da fuga e substituir as juntas em causa. Esta é uma tarefa que deverá ser executada o mais inicialmente possível de modo a não impregnar todos os componentes do motor.

3. Fissura no cárter: um impacto na parte inferior do carro pode causar uma fissura no cárter. Nesse caso, a perda de óleo será contínua e o nível diminuirá rapidamente, pelo que é recomendável ir imediatamente à oficina.

4. Desgaste interno do motor ou desgaste no turbo: se existir um desgaste interno a nível do motor ou uma passagem de óleo pelo turbo, isto causa um fumo azulado e uma consequente redução do nível de óleo.

Além disso, a Euromaster salienta que, nos motores modernos, especialmente aqueles que têm filtro de partículas, um nível elevado de óleo pode significar excesso de gasóleo ou gasolina no óleo e, portanto, uma perda das suas qualidades de lubrificação. Embora muitos veículos tenham um indicador de degradação do óleo, é aconselhável que um profissional o verifique periodicamente.

O óleo, o «sangue» do veículo

O óleo do motor desempenha uma função essencial: cria uma película entre as peças para reduzir o atrito e evitar o desgaste prematuro. Também ajuda a manter a compressão, eliminar resíduos e regular a temperatura do motor. Por tudo isto, pode considerar-se que o óleo é o “sangue” do veículo.

Se o nível do óleo baixar demasiado, as peças podem atingir temperaturas extremas e “derreter”, o que obriga à substituição completa do motor. Por isso, a Euromaster lembra a importância de verificar periodicamente o nível de óleo e de ir à oficina ao menor sinal de fuga. Além disso, é aconselhável trocar o óleo e o filtro pelo menos uma vez por ano, uma das manutenções periódicas mais importantes, independentemente de o veículo ter percorrido o número de quilómetros indicado pelo fabricante ou apenas poucos quilómetros durante esse período.

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