HAVI indica tendências que vão marcar a logística e supply chain em 2026

Num contexto de crescente pressão sobre as cadeias de abastecimento, marcado por exigências de sustentabilidade, desafios operacionais e transformação tecnológica acelerada, o setor da logística enfrenta um momento decisivo. A HAVI, empresa global que oferece soluções inovadoras de cadeia de abastecimento para o setor da restauração, identificou as principais tendências que vão marcar 2026 nesta área:

1. Sustentabilidade como investimento prioritário

Após já ter marcado fortemente o setor em 2025, a sustentabilidade vai ganhar um peso ainda maior este ano. As empresas devem deixar de a encarar como um projeto isolado, e passar a integrá-la como pilar operacional e exigência regulamentar.

O foco recairá na redução de emissões, na incorporação de energias renováveis, na transição para modelos mais circulares e na otimização de transportes e rotas. A pressão regulatória e o crescente escrutínio público tornam indispensável uma abordagem estruturada, capaz de equilibrar eficiência, responsabilidade ambiental e preparação para novas exigências legais.

2. Cadeias de abastecimento seguras, resilientes e preparadas para o risco

Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, tensões económicas e novas formas de ameaças digitais, a resiliência ganha protagonismo. A capacidade de antecipar cenários e agir rapidamente sobre os acontecimento torna-se decisiva para garantir a continuidade operacional e proteger as empresas de interrupções inesperadas.

No setor alimentar e na cadeia de frio – segmentos onde a HAVI tem forte presença –, este desafio é ainda mais premente. A gestão diária exige operações sólidas, um planeamento cuidadoso e mecanismos que assegurem que nada compromete os produtos ou o serviço prestado aos clientes.

3. “Smart Cold Chain”: a cadeia de frio como segmento estratégico

A cadeia de frio assume um papel cada vez mais estratégico, e este ano deve evoluir para se tornar mais inteligente, monitorizada e tecnologicamente avançada. A integração de sensores avançados, sistemas de monitorização contínua e ferramentas de IA permite detetar desvios de temperatura, avaliar riscos operacionais e ajustar processos de forma imediata.

Esta capacidade de resposta reduz perdas, aumenta a eficiência energética e melhora a qualidade do produto, reforçando a confiança dos clientes. Para operadores que lidam com produtos altamente sensíveis, como é o caso da HAVI, esta transformação representa um avanço significativo nas operações.

4. Velocidade, flexibilidade e personalização no último quilómetro

Em 2026, o último quilómetro (last mile) assume um papel ainda mais determinante no desempenho das cadeias de abastecimento. Os clientes valorizam soluções que se ajustem de forma realista ao seu negócio, desde a gestão de horários e métodos de descarga até à resposta a variações de procura e necessidades específicas dos produtos. Esta adaptação será essencial para garantir operações mais estáveis e alinhadas com o ritmo de cada ponto de venda.

É fundamental garantir flexibilidade operacional para uma gestão diária mais inteligente, capaz de acomodar imprevistos, integrar exceções sem comprometer o planeamento global e ajustar a distribuição de forma contínua. Da mesma forma, a velocidade no último quilómetro reforça também a competitividade do setor: uma reposição mais frequente contribui para uma gestão mais eficiente do stock nos clientes, reduzindo ruturas e potenciando vendas.

5. Tecnologia para aumentar a eficiência

A Inteligência Artificial, automação, robotização, IoT e analytics são ferramentas essenciais para a otimização das cadeias de abastecimento. Estas tecnologias permitem antecipar disrupções, ajustar processos em tempo real e garantir maior estabilidade.

A automação e a robotização aumentam a consistência e reduzem falhas; a análise avançada de dados permite prever variações e identificar riscos antes de terem impacto; e a IoT reforça a visibilidade sobre operações e ativos. O resultado é uma cadeia de abastecimento mais ágil, conectada e preparada para dar respostas eficientes a um setor em rápida evolução.

6. Employer branding como vantagem competitiva

Finalmente, num setor que atravessa desafios relacionados com a escassez de mão de obra, investir na proposta de valor das empresas, na formação, e em proporcionar bem-estar e condições de trabalho competitivas é crucial.

Em 2026, o employer branding é um fator direto de produtividade, estabilidade operacional e redução da rotatividade, especialmente em equipas operacionais.

“Prevemos que 2026 seja um ano com vários desafios, mas também muitas oportunidades para o nosso setor. Será fundamental que as empresas estejam preparadas para atuar de forma ágil e sustentável,” afirma Luís Ferreira, Managing Director da HAVI Portugal.“Na HAVI, a tecnologia, a inovação e o desenvolvimento das nossas equipas vão continuar a ser os pilares do sucesso, permitindo-nos oferecer soluções inteligentes e centradas no cliente – e nas pessoas.”

HAVI Logística